No ano que agora “começa pra valer”, o que esperar de cada montadora?
18/02/2018 11:37 em CARROS/MOTOS

Conheça quais serão os principais lançamentos e apostas de cada marca para 2018 no mercado brasileiro.

Se você está ralando desde janeiro, pode até não gostar desse papo de que o ano começa pra valer depois do Carnaval. Mas o fato é que a partir de hoje está todo mundo de volta de férias (os que ainda têm emprego), a criançada já retornou às aulas e os negócios parecem que vão embalar, mesmo com Copa do Mundo e uma imprevisível eleição pela frente.

 

No mercado automotivo, a corrida pela preferência dos clientes fica ainda mais acirrada, sobretudo pelas perspectivas de mais um ano de recuperação nas vendas de carros (alta de 12%, segundo a Anfavea).

 

E com Salão do Automóvel. Por isso, a coluna desta semana vai analisar os lançamentos, as estratégias e as chances das oito marcas que lideram o mercado brasileiro.

 

O que esperar delas em 2018? Na próxima semana, as demais marcas.

 

 

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Sedã Virtus, ao lado do Polo e de outros lançamentos, deve garantir à Volkswagen o maior crescimento em 2018

 

Tudo indica que estará aqui a disputa mais acirrada do ano. Isso porque a Volkswagen está sedenta por recuperação.

 

A marca tinha 21,1% do mercado em 2012, despencou para 11,5% em 2016 e começou a subir no ano passado, chegando a 12,5% do bolo. Este será o primeiro ano cheio de vendas do Polo, que largou muito bem (está em 4º no ranking, com mais de 6,6 mil unidades vendidas em janeiro).

 

E ele ganha a companhia este mês do sedã Virtus, uma boa aposta entre o Voyage e o Jetta nos lançamentos . A picape Amarok estreia motor V6 a partir de 22 de fevereiro, e um SUV compacto é aguardado para o Salão, em outubro.

 

Ainda não dará para brigar este ano pela liderança com a GM, mas são boas as chances de tirar a 2ª colocação da Fiat.

 

Falando em Fiat, ela lança em março o sedã Cronos, para fazer dobradinha com o Argo. Ele terá versões mais acessíveis que o Virtus, já que tem como um dos objetivos substituir o Grand Siena.

 

Com a dupla que praticamente aposenta a família Palio (restará apenas a Strada), a Fiat espera ao menos deixar de perder share de marcado, já que caiu de 23,1% em 2012 (quando era líder) para 13,4% no ano passado.

 

Ou 17,5% se forem somadas as vendas da Jeep, de sua propriedade. A Fiat aposta no bom desempenho de Argo e Cronos para manter sua força no segmento de compactos, com Mobi e Uno brigando na porta de entrada.

 

E ela está confortável na lucrativa praia das picapes, com Strada e Toro na liderança. A ponto de estudar o ingresso no segmento de picapes médias para 2019, com um produto vindo do México.

 

Fiat Cronos é aposta da marca para estancar as perdas de participação que vêm desde 2013

Fiat Cronos é aposta da marca para estancar as perdas de participação que vêm desde 2013

 

E a líder GM, como é que fica? A tendência é que ela perca um pouco de participação neste ano, mas não a ponto de perder a liderança.

 

A montadora anunciou no ano passado um investimento de R$ 4,5 bilhões até 2020. Mas os principais frutos só começam a chegar no ano que vem, com a renovação das linhas Onix/Prisma e Sonic/Cobalt.

 

E numa segunda etapa, com ao lançamento de uma picape menor que a S10 e um SUV compacto com maior poder de fogo que o importado Tracker.

 

A Ford, por sua vez, luta para se manter no time das quatro líderes. No ano passado conseguiu, após ter ficado na 6ª posição em 2016. O sucesso do Ka, em suas versões hatch e sedã, tem ajudado a marca do oval azul a recuperar participação de mercado.

 

Por isso ela aposta em uma versão aventureira para a metade do ano, batizada de Ka Freestyle (assunto polêmico tratado na última coluna). E principalmente na renovação visual do compacto. A Ford está sofrendo nos segmentos de Fiesta, Focus e Ranger.

 

O novo EcoSport não consegue acompanhar os SUVs mais vendidos, e não dá para esperar muito em nichos como os de Fusion e Mustang. Por isso, a aposta no Ka parece insuficiente para garantir a 4ª posição, pois a Toyota promete uma ofensiva.

 

Yaris chega este ano e pode levar a Toyota à melhor colocação em  seus 60 anos no Brasil

Yaris chega este ano e pode levar a Toyota à melhor colocação em seus 60 anos no Brasil

 

Hyundai, Toyota, Renault e Honda formam o bloco intermediário do mercado nacional. Todas ameaçam embolar com a Ford, a menor das quatro grandes.

 

E todas vêm historicamente num movimento ascendente desde o início desta década. A Hyundai chegou a ficar em 4ª em 2016, mas foi superada pela Ford no ano passado. Ela tinha 3% do mercado em 2012, e agora tem 9,3%.

 

Mas o ano não promete ser calmo para os coreanos, com risco de perda de sua fatia no bolo. A linha HB20, que garante o maior volume de vendas, vai sofrer com os lançamentos de VW e Fiat.

 

Além disso, a esperada renovação do hatch e do sedã só virá em 2019. O que anima é o Creta, com ótimos indícios de que será o líder do segmento que mais cresce no Brasil, o dos SUVs.

 

Nesse pelotão do meio, a Toyota esfrega as mãos à espera do lançamento do hatch Yaris (rival do Polo), na metade do ano (o sedã vem em 2019).

 

Será uma ponte fundamental entre a linha Etios e o Corolla. Dada a força da marca, da rede e a fidelidade de seus clientes, tudo indica que o modelo fará sucesso e impulsionará a Toyota, talvez superando a Ford. Tudo vai depender do ritmo nos primeiros meses de venda do Yaris.

 

A marca japonesa tinha 3,1% do bolo em 2012, e fechou 2017 com 8,7%. Corolla e Hilux continuam liderando seus segmentos e dando bons lucros aos japoneses.

 

 

 

Novo Honda CR-V e outros modelos importados devem ajudar a marca a se manter estável em 2018

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A Renault é a maior incógnita deste bloco, pois ainda é difícil mensurar o mercado do subcompacto Kwid. Ele teve uma explosão de vendas em setembro (acima de 10 mil), mas depois enfrentou dois recalls e não passou mais de 3 mil por mês.

 

Será que vai reagir este ano?

 

Os franceses garantem que ele vai vender mais do que isso. Além dele, a marca fará um upgrade nos modelos Sandero, Logan e Duster, e trará da Coreia o SUV grande Koleos, na faixa de R$ 150 mil. A aposta é de estabilidade este ano e crescimento em 2019.

 

A Honda fecha esse quarteto em situação curiosa. Ela tem uma segunda fábrica construída no interior de São Paulo, mas só vai inaugurá-la quando o mercado brasileiro embalar de vez – quem sabe no ano que vem?

 

Com isso, as fábricas de Sumaré (SP) e da Argentina trabalham perto do limite da capacidade. O HR-V ainda garante os melhores volumes, e deve passar pelo primeiro facelift no segundo semestre, para se manter atraente.

 

WR-V não embalou, a exemplo do novo Civic. O City chega com mudanças discretas em março, mas vai sofrer com a dupla Virtus e Cronos. Neste ano, a Honda vai lançar o renovado CR-V (para brigar com as versões mais caras do Jeep Compass), e ainda o novo Accord (sedã grande) e o esportivo Civic Si.

 

Modelos que proporcionam status e boas margens, mas baixos volumes de venda, o que dificulta a meta de superar os 6% de participação que teve em 2017.

 

 

FONTE: Portal IG CARROS/AUTOBUZZ       FOTO: DIVULGAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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