Clubes de Blumenau apertam os cintos para sobreviver ao coronavírus
18/08/2020 14:49 em NOTÍCIAS

Enquanto não há um ponto final da pandemia à vista, clubes como o Ipiranga seguem quase vazios .

Atividades esportivas restritas. Lazer, em grande parte suspenso. Eventos, nem pensar. Clubes e associações recreativas da região de Blumenau vivem dias de penúria com a pandemia de Covid-19.

— Estamos no limite das possibilidades financeiras — relata Francisco Carlos Gobor, do Ipiranga.

 

A sociedade da Itoupava Seca conseguiu manter quase todos os cerca de 500 associados, fiéis ao hábito de frequentar o lugar, mas perdeu receita com aluguéis de espaços para atividades diversas. Modalidades esportivas do município que locavam ginásios no Ipiranga e também no Vasto Verde, na Velha, interromperam atividades — e também os pagamentos.

No Bela Vista, em Gaspar, espera-se uma redução de 15% no quadro de 1,6 mil sócios. Mais da metade dos 70 funcionários tiveram contratos suspensos para aliviar o caixa. Casamentos, formaturas e festas cancelados devem provocar um rombo superior a R$ 500 mil em 2020.

Outra dificuldade é garantir o cumprimento das medidas preventivas contra a Covid-19 por parte dos associados. Nem todo mundo está disposto a usar máscaras e obedecer às restrições impostas pelo poder público.

— São 1,6 mil donos, então tem alguns que se acham no direito de não seguir as regras — lamenta o presidente VIlson Roberto Zwang.

 

Para os clubes, a liberação gradativa de atividades esportivas e de lazer na região serve de alento, mas o decreto estadual ainda limita a maior parte das modalidades coletivas. Sem um ponto final na pandemia à vista, espaços tradicionais de encontro dos blumenauenses permanecem vazios.

FONTE: nsc Por Evandro de Assis FOTO: PATRICK RODRIGUES

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